''O abismo em termos de desenvolvimento econômico que separa os Estados Unidos do Brasil é mínimo quando o assunto é inclusão social da população negra. Em ambos os países, o racismo ainda é um fator de risco seja no acesso à educação de qualidade, ao trabalho e remuneração e mesmo no atendimento no sistema de saúde.
O último relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), "A Hora da Igualdade no Trabalho", divulgado no dia 12 de maio, mostra que apesar de avanços em alguns indicadores sociais, no Brasil, a situação de desemprego persiste na população negra: a renda mensal de um trabalhador negro é 50% inferior a do branco.
Nos EUA, para cada dólar pago a um branco, um negro recebe o equivalente a 40% desse valor. De acordo com os Indicadores Sócio-econômicos do Censo norte-americano sobre a década de 90, 10% da população branca vivia na pobreza, contra 29,5% da negra.
Os dados são do sociólogo e professor David Willians, do Institute for Social Research da Universidade de Michigan (EUA), anunciados durante palestra realizada na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, nesta quarta-feira (14/05/03).
O foco de trabalho de Willians é nas causas sociais que implicam diretamente na saúde da população negra nos EUA. Segundo ele, o racismo não está apenas nos setores educacionais e no mercado de trabalho. "O número de mortes em consequência de doenças consideradas mais incidentes na população, como problemas cardíacos, câncer e diabetes é maior entre os negros. Em muitos casos, isso se deve a diferença racial que existe desde o momento do diagnóstico até a qualidade do tratamento oferecido", explica.
Presume-se que a qualidade de vida de uma população esteja diretamente ligada a condições sócio-econômicas. No entanto, mesmo pagando pelo mesmo serviço, segundo Willians, a receptividade e o tratamento dado a negros e brancos é diferente.
Com um acesso dificultado à saúde e a uma renda melhor, o ingresso no ensino superior diferenciado não haveria de ser diferente. "Para entrar numa universidade americana, o aluno precisa ter uma boa pontuação no SAT (teste parecido com o vestibular brasileiro, mas serve para todo o território nacional). Quanto melhor a pontuação, melhor a faculdade. Mas como um aluno negro, que já tem seu acesso limitado dentro da sociedade, pode entrar na melhor universidade se isso significa mensalidades mais altas também?", questiona Willians.
No Brasil, a situação também não é muito diferente. Estudo realizado pela Comissão de Políticas Públicas para a População Negra (CPPN), durante o período de matrícula do segundo semestre de 2001, revelou que apenas 1,3% dos alunos de graduação da Universidade de São Paulo (USP) são negros.''
(Bianca Justiniano - 14/05/03)
www2.uol.com.br/aprendizn_noticias/acade
** Praticamente nada mudou nos últimos séculos. O poder cotinua centralizado nos poderosos, mantidos pelo povo. Continua havendo escravidão, que oferece trabalho em troca de comida, ou, nos dias de hoje, o absurdo de um salário mínimo. E assim como inúmeras coisas que só apresentam variação de forma, também ocorre com o preconceito racial.
Apresentamos (generalizando a espécie humana) diferenças raciais -o que já nos dias não é muito comum, pois temos muitas misturas- mas somos todos da mesma espécie, a humana. O que ocorre também com os demais seres vivos.
Curioso é que com, cachorros, por exemplo, são admiradas e aceitas diversas raças, com algumas prefêrencias, certamente. E por que diferente com nós, seres humanos?
Igualmente Brasil e Estados Unidos fizeram, outros países, independemente do alto ou baixo desenvolvimento, deveriam fazer alianças para combater este e os demais problemas universais (o que a ONU quer mostrar interesse, mas não interage devidamente).
Maitê e Renata
''O jovem, do sexo masculino, morador de regiões periféricas das grandes cidades, que abandonou a escola cedo e não tem emprego formal, é a maior vítima de homicídio.
Ao mesmo tempo, esse jovem é o maior autor de crimes contra o patrimônio, como assaltos e roubos.
E a maior vítima de crimes contra o patrimônio é também o jovem de ambos os sexos, mas de perfil diferente: tem renda e escolaridade mais elevadas e mora em bairros mais abastados.
Já os crimes sexuais contra mulheres são praticados majoritariamente por homens com quem se relacionam ou se relacionaram. Esse é um fator que inibe ainda mais a denúncia, tanto que crimes como estupro e atentado violento ao pudor são dos mais subnotificados.
Pais, outros parentes e pessoas conhecidas da família são os agressores na maior parte dos crimes de maus-tratos e de abuso sexual contra crianças.''
http://www.serasa.com.br/guiacontraviole
**Violência urbana: quem é a vítima, quem é o vilão? Podemos dizer que só há vilões, independentemente de cor, raça, classe social, nível de escolaridade.
Um homem trabalha para garantir sustento seu e da família, tenta esconder-se do mundo violento com trancas na porta de casa e carro. Critica o governo e a polícia, mas prefere ficar na sua.
Um garoto nasce numa família desestruturada de tosdos os lados, cresce em um lugar não adepto para se ter boas qualidades de vida. Tem medo, mas não tem como se defender, pois nesses casos trancas nas portas não adinantariam muito.
O homem, trabalhador e honesto, já com as travas nas portas, conduz seu carro com as janelas fechadas, em alta velocidade, com o intuíto de visar sua segurança e acredita te-la.
O garoto desestruturado e inseguro já não tem esses meios, sente-se assim deslocado, sem um chão firme para se pisar. Está no meio de uma guerra de reviravoltas onde é cada um por si. Sem opções, tenta criar uma, que vise segurança e condições melhores.
O homem descente se fecha e cala.
O garoto deslocado se revolta e arma.
E a sociedade fecha os olhos e os tapa.
Maitê e Renata
De repente, o menino cai, se machuca e grita: - Ai!!!
Para sua surpresa, escuta sua voz se repetindo em algum lugar da montanha: - Ai!!!
Curioso o menino pergunta: - Quem é você?
E recebe como resposta: - Quem é você?
Contrariado grita: - Seu covarde!
E escuta como resposta: - Seu covarde!
O menino olha para o pai e pergunta, aflito: - O que é isso?
O pai sorri e fala: - Meu filho, preste atenção,
Então o pai grita em direção à montanha: - Eu admiro você!
A voz responde: - Eu admiro você!
De novo, o homem grita: - Você é um campeão!
A voz responde: - Você é um campeão!
O menino fica espantado. Não entende.
E o seu pai explica:
- As pessoas chamam isso de ECO, mas, na verdade, isso é a VIDA.
A VIDA lhe dá de volta tudo o que você DIZ, tudo o que você
DESEJA DE BEM E MAL AOS OUTROS. A VIDA lhe devolverá
toda BLASFÊMIA, INVEJA, INCOMPREENSÃO, FALTA DE
HONESTIDADE que você desejou, praguejou às pessoas que lhe
cercam.
NOSSA VIDA é simplesmente o REFLEXO das nossas ações.
Se você quer mais AMOR, COMPREENSÃO, SUCESSO,
HARMONIA, FIDELIDADE crie mais AMOR, COMPREENSÃO,
HARMONIA, no seu coração.
Se agir assim, A VIDA lhe dará FELICIDADE, SUCESSO, AMOR
Maitê e Renata
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